Babado!!

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Diário de uma garota um pouquinho diferente

10.6.03

II Parada do Orgulho Gay reúne cerca de 30 mil pessoas nas ruas do centro de Salvador
CORREIO DA BAHIA  2-6-2003

http://www.correiodabahia.com.br/
Perla Ribeiro

Gays, lésbicas, simpatizantes e afins ganharam as ruas do centro da cidade ontem, à tarde, para participar da II Parada do Orgulho Gay de Salvador. Mais de 30 mil pessoas, de acordo com estimativa da Polícia Militar, atenderam ao chamado "quem tem orgulho vai" e foram ao Campo Grande reforçar o slogan do Grupo Gay da Bahia (GGB) - Salvador é gay, além de chamar a atenção da sociedade para o direito à livre opção sexual. O ato de cidadania promovido com o objetivo de potencializar a inclusão, a cultura e a liberdade individual reuniu gente de toda raça, cor, idade e de diferentes opções sexuais. Um espaço democrático. Assim pode ser definida a festa que levou milhares de pessoas ao centro da cidade em defesa do respeito à diversidade.
Embora o tema fosse família, foram poucos os pais que apareceram para apoiar a decisão dos filhos. Em cima do trio, uma das estrelas da II Parada Gay, Jandira Pantel, 59 anos, lamentou o fato de serem poucos os pais que, como ela, abraçam a causa dos filhos. "É uma pena que eles ainda não estejam presentes neste momento de júbilo e alegria, de respeito aos direitos de cada um. Sempre me senti no dever moral de apoiar minha filha em sua decisão sexual", afirmou a mãe da presidente do Grupo Lésbico da Bahia, Jane Marina de Sena Pantel. A marcha prevista para começar às 15h saiu com mais de uma hora de atraso, mas nem por isso houve reclamações.
Um cortejo com 15 baianas caracterizadas deu início à marcha, saudando a todos com pétalas de rosas brancas e banho-de-cheiro. Logo depois, uma bandeira de 20m com as cores do arco-íris, simbolizando o GGB, e seis trios elétricos. O Hino do senhor do Bonfim, na voz de Aloisio Menezes, foi o grito de largada. A partir daí, todos os ritmos tomaram conta da avenida, formando uma verdadeira miscelânia musical. De axé a tecno, teve de tudo um pouco. Enquanto no Trio Azul, do Grupo Gay da Bahia (GGB), a musa do axé Ivete Sangalo, rainha e madrinha do evento, cantava grandes sucessos, no Trio Laranja, a música tecno teve lugar cativo, combinando batidas eletrônicas e percussão. Contrariando o clima da festa, na Parada Gay teve espaço até para a execução da música Vale tudo, de Tim Maia, cujo refrão diz: "Vale tudo. Só não vale dançar homem com homem e nem mulher com mulher". Só não valeu na música, por que na parada, os casais herossexuais eram minoria.
"Go-go-boys" fazem sucesso...