OMS quer duplicar o tratamento a portadores do vírus HIV na América Latina
13 de março, 2003
Às 1:20 AM hora de Brasília (0320 GMT)
RIO DE JANEIRO -- A Organização Mundial de Saúde (OMS) quer estender o tratamento a soropositivos na América Latina e no Caribe para 400 mil pessoas até 2005, duplicando o atual número de portadores do vírus HIV beneficiados por programas da entidade.
Cerca de um milhão de pessoas na América Latina são portadoras do HIV, vírus que causa a Aids, mas apenas 200.000 recebem tratamento adequado com os caros medicamentos que diminuem a progressão da doença e melhora a condição de vida dos pacientes.
O diretor do programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids da OMS, Bernard Schwartlander, anunciou o projeto nesta quarta-feira, na abertura de uma reunião da entidade, realizada pela primeira vez no Brasil.
"A epidemia na América Latina é séria e subestimada em muitos países", disse Schwartlander. "Não chega no nível da África, mas temos, por exemplo, o Haiti, onde o nível é semelhante ao dos países africanos".
A OMS, segundo seu diretor, não oferece recursos financeiros aos países, mas sim ajuda técnica e política.
"Não participamos com recursos financeiros e a ampliação que pretendemos depende, fundamentalmente, dos governos dos países e dos recursos de instituições como o Banco Mundial e o Fundo Global", explicou Schwartlander.
O Governo do Brasil fornece medicamentos para combater os efeitos do HIV a todos os que necessitem e cerca de 125.000 brasileiros recebem atualmente o coquetel contra a Aids.
Em contrate, na Bolívia e no Equador menos de 10 por cento das pessoas diagnosticadas com HIV recebem os remédios, de acordo com a OMS.
Graças à ampla distribuição de drogas no Brasil, o número de mortes relacionadas à Aids no país caiu de 11.024 para 4.136 em apenas quatro anos.
(Com informações da France Presse e da Associated Press)

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