Grupo carioca lança Dia do Orgulho Hétero
Eles juram que não são homofóbicos e seu intuito não é pregar a discriminação. Seu ponto de encontro: em pleno Posto 9, o point gay de Ipanema e o mais famoso do Rio. O grupo, que se auto-intitula Movimento Minoria Hetero, já vendeu 120 camisetas do movimento na praia e saiu com bandeiras nos blocos. Eles são contra a inseminação artificial, valorizam a companhia do sexo oposto até para ir ao futebol, não admitem simpatizantes e elegeram a música Vale Tudo – ‘só não vale dançar homem com homem e nem mulher com mulher...’ – seu hino. A bandeira é em preto-e-branco, rivalizando com a bandeira do arco-íris, adotada pelo Movimento GLBT em todo o mundo. No Carnaval, seus militantes empunhavam bandeiras pelos blocos e ganhavam adesões dos foliões. Agora, eles querem ir além: fundar o dia do Orgulho Hetero e espalhar suas cores branco e preto pela praia. Wânia Carvalho, 40 anos, uma das mais novas integrantes do grupo e que aderiu em pleno carnaval, explicou sua iniciativa: "Antigamente, na Banda de Ipanema, nossos amigos tinham que proteger as mulheres do assédio. Este ano, eu que fui guarda-costas de um deles, que é policial federal. Queriam apertar a bunda dele, pode? Só tem homossexual por aí". Fundador do grupo, o professor Luciano Menezes, 53 anos, esclarece que o grupo não discrimina os homossexuais. "Não condenamos a opção de ninguém. Mas como viramos minoria, merecemos um movimento também", esclarece a "brincadeira" o professor. Brincadeira ou homofobia disfarçada? De qualquer forma eles já levam vantagem: é bem mais fácil não discriminar do que não ser discriminado...

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