Campanha quer homofobia fora da rede
Foi um trabalho de formiguinha, solitário, que começava na mesa do computador de Marcelo Luiz de Almeida, um militante gay de São José dos
Campos (SP). A cada vez que pesquisava informações para a comunidade GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros) também anotava os
endereços dos sites homofóbicos que encontrava. Resolveu transformar essas anotações em uma Campanha Contra Páginas Homofóbicas na Internet, lançada na semana passada e que já provocou a retirada de quatro endereços eletrônicos homofóbicos do ar. A estratégia de Almeida é simples e tem funcionado. O ativista seleciona alguns textos que estão nos sites discriminatórios e manda para uma série de entidades gays de
todo o país. Almeida também manda um texto padrão para ser enviado por essas entidades para os provedores dos sites que, na maioria das vezes,
não sabem dos conteúdos homofóbicos das páginas. "Quando começam a chegar as reclamações, os provedores notificam os donos das páginas
para a retirada ou alteração do conteúdo de seus sites", diz. Com um mailing de nada menos que 15 mil endereços, Almeida conta que há alguns anos faz um trabalho gratuito, recolhendo notícias da Internet, com o intuito de conscientizar e orientar a comunidade gay do país. "Faço uma compilação das notícias atuais que são pertinentes aos gays", diz o militante que há dois anos desativou, por falta de tempo, um grupo que tinha em São José para melhorar a auto-estima e a aceitação da comunidade GLBT.
http://www.otempo.com.br/editoria.asp?edicao=18%2F01%2F03&nome=mag
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